Bolo de cenoura à moda inglesa

Inglesa, americana, neozelandesa… Na verdade este é o jeito que todo mundo faz bolo de cenoura, menos nós aqui no Brasil. Aqui a gente faz aquele bolo amarelinho, com cobertura de chocolate. É um clássico que há um tempo atrás descobri ser exclusividade brasileira – só a gente faz assim! A maioria dos bolos de cenoura gringos são feitos de outra forma: com a cenoura apenas ralada, o que confere outro aspecto e textura ao bolo. Outra diferença é que a cobertura é um surpreendente glacê de cream cheese. Beeeem diferente! Absolutamente delicioso, como os nossos, só que de outro jeito. Segue aqui a minha receita/adaptação de bolo de cenoura gringo.

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2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de sal
1 xícara de açúcar
3 ovos grandes
3/4 de xícara de buttermilk*
3/4 de xícara de óleo
1 colher de chá de essência de baunilha
2 xícaras de cenoura ralada
1 xícara de abobrinha ralada (opcional)
2 xícaras de coco fresco ralado (opcional)
1 xícara de nozes picadas (opcional)

Misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela e o sal e reserve. Em outro recipiente, bata os ovos com o açúcar até ficarem bem fofos. Em seguida, junte o óleo, o buttermilk (*que pode ser substituído por metade iogurte natural, metade água, misturados) e a baunilha e bata mais um pouco. Agora apenas misturando, acrescente os ingredientes secos reservados. Finalmente, acrescente misturando delicadamente a cenoura, abobrinha, coco ralado e nozes. Se não quiser colocar abobrinha ou coco ralado, aumente proporcionalmente a medida de cenoura ralada. Se não quiser colocar nozes, não precisa substituir por nada. A abobrinha também pode ser substituída por maçã ralada, abóbora ralada, abacaxi picadinho e escorrido… vai da sua criatividade.

Nota: já dei receita de buttermilk aqui no blog, mas você pode tranquilamente fazer a substituição que eu indiquei e vai dar certinho, sem problemas. Outra substituição possível é do açúcar branco por açúcar demerara ou mascavo. E também de parte da farinha branca por farinha integral. Já fiz e fica muito bom.

Asse em forma untada e enfarinhada, em forno pré-aquecido, por 40 minutos ou até que ao enfiar um palito no meio, este saia limpo. Espere esfriar, desenforme e cubra com o seguinte glacê:

120g de coalhada seca ou cream cheese
2 colheres de sopa bem cheias de manteiga
1 1/3 de xícara de açúcar de confeiteiro
1 colher de sobremesa de açúcar mascavo
1 colher de café de essência de baunilha
pistache ou nozes para decorar

Bata a manteiga com a coalhada seca (tem que ser da seca, senão o creme fica muito mole) ou cream cheese até que fique um creme bem liso. Acrescente o açúcar de confeiteiro, o açúcar mascavo e a baunilha e bata mais até que fique bem fofo. Deixe na geladeira por 1h antes de usar. Passe sobre o bolo já frio e enfeite com pistache ou nozes picadas.

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Torta de maçãs em rosa

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Resolvi tomar vergonha na cara e voltar ao blog. A receita que segue hoje foi feita para o ano novo de 2014. Tenho ainda algumas em rascunho, aos poucos vou postando.

Faço parte de um grupo que compartilha receitas e dicas de alimentação e, há um tempinho atrás, uma das pessoas do grupo me mandou a foto de uma torta escandalosamente bonita. Era de um blog búlgaro e, graças ao “santo Google”, foi possível ver a tradução da receita, ainda que com algumas partes meio truncadas, deu pra sacar como se faz.

Como é uma receita trabalhosinha, resolvi fazer num momento em que eu tivesse mais tempo. Et, voilá, a ceia de ano-novo me pareceu perfeita para experimentar a iguaria. Segue a receita:

Para a massa

– 125g de manteiga em temperatura ambiente

– 70g açúcar em pó

– 1 ovo

– 1 colher de chá de baunilha

– 1 colher de chá raspas de casca de laranja

– 100g de amêndoas finamente moídas

– 150g de farinha

Bata a manteiga com o açúcar, a baunilha e as raspas de laranja até ficar bem cremoso. Junte o ovo, bata mais um pouco. Incorpore as amêndoas e a farinha, formando uma massa leve, homogênea. Unte uma forma de desmontar de 22 a 24cm. Espalhe a massa sobre o fundo e um pouco dos lados também (se a forma for alta, não precisa subir muito com a massa, um dedo é suficiente). Leve à geladeira enquanto faz o recheio.

Para o recheio

– 400 ml de leite

– 100 ml de vinho branco seco

– 3 gemas

– 1 colher de chá de baunilha

– 1 colher de chá de raspas de casca de laranja

– 6 colheres de sopa de açúcar

– 4 colheres de sopa de maisena

– 5 a 6 maçãs

– 1 colher de sobremesa de geleia de damasco ou laranja

Leve 300ml do leite com o açúcar e a baunilha ao fogo. Misture ao restante do leite as gemas, as raspas de laranja e a maisena. Quando o leite da panela estiver quase fervendo, junte a mistura com as gemas e misture rapidamente, até que comece a engrossar. Neste momento, junte o vinho e continue mexendo até formar um creme com consistência de mingau. Reserve.

Para fazer as rosinhas de maçã:

lascas de rosas

No blog da receita original, falava pra cortar lascas das maçãs com a casca (como na foto acima, tirada do blog) e arranjar as lascas em rosinhas. Mas achei que era muito difícil dar o formato certo desse jeito, por isso resolvi improvisar. Aqui vão as instruções de como eu fiz: Corte as maçãs em metades e tire o miolo, com cuidado para manter íntegro o formato de meia-lua. Corte as metades em finas fatias, como batata chips (foto).

Afervente ligeiramente as fatias em vinho branco ou água com açúcar que baste para cobri-las, só até que fiquem flexíveis – cuidado para não cozinhar demais, senão elas derretem! Arrume as fatias de maçã em pétalas formando as rosinhas, conforme o vídeo abaixo:

https://drive.google.com/file/d/0B6L3eTuQUMhfSWsxLUV4cGdXclk/edit?usp=sharing

Montagem:

Coloque o creme sobre a massa gelada. Forme as rosinhas com as fatias de maçã e vá cobrindo toda a torta com rosinhas. Eu coloquei também um grãozinho de pimenta rosa no meio de cada flor, para enfeitar. Pincele com a geleia aquecida, amolecida (se precisar, coloque um pouco de água para amolecer). Leve ao forno a 180oC até que a massa fique dourada. Deixe esfriar e leve à geladeira antes de servir.

Seguem algumas fotos para ilustrar o passo a passo:

maças ao meio maças fatiadasmontando a torta montando a torta 2 torta pronta torta pronta2

Pain au levain ou Pão de fermentação natural

Resolvi me lançar nesta aventura de fazer um pão de fermentação natural depois de ler este post no blog do Dr. Alexandre Feldman, médico generalista muito interessado em questões de nutrição. O texto diz, entre outras coisas, que os pães feitos a partir de fermentação lenta, natural, são mais saudáveis porque são mais digestos e nutritivos. Não vou me deter aqui nestas considerações uma vez que o Dr. Alexandre explica tudo muito melhor do que eu, por isso, recomendo: leiam-no.

Saí então à procura de receitas para a confecção do meu fermento e descobri todo um universo interessantíssimo. Há mais gente do que eu pensava interessada no assunto! Ótimo. Isso, em eras de internet, significa que temos bastante material para pesquisar. Um dos blogs mais legais que eu encontrei nessa pesquisa foi o do padeiro Rogério Shimura, que dá muitas dicas e receitas. Foi a partir de uma receita dele que comecei meu fermento. Se vc quiser se aventurar também, segue a receita e algumas dicas. É um processo demorado que exige paciência, mas o resultado vale muito a pena. Acompanhe comigo:

O fermento (ou levain)

Dia 21 de fevereiro coloquei um punhado de uvas passas num pote com água, tampei e deixei fermentar por 24hs, num lugar quentinho – Aqui em casa este lugar é sobre a geladeira, porque ali bate sol à tarde, que é filtrado por uma persiana. No dia seguinte a água estava marronzinha e com bolhas junto às passas, parecendo água com gás. Coei apertando bem as passas sobre uma peneira e coletando a água num pote. Misturei a farinha (as proporções estão no quadro abaixo) e guardei num pote grande de vidro, de modo que a massa pudesse crescer tranquilamente até 2 ou 3x o seu volume inicial. Tampei de leve (sem apertar a tampa de rosca), enrolei toscamente num pano de prato e coloquei dentro do armário de mantimentos. No dia seguinte, o bichão tava bonito, crescido, ahhh… que orgulho!

A partir de então, por vinte dias, foi necessário fazer o procedimento de “reforma do fermento” (realimentar o fermento) diariamente. Em princípio parece uma eternidade, para nossos padrões modernos. Mas não se preocupe com o coelho da Alice, o levain toma apenas 15 minutinhos do seu dia em troca de pães deliciosos e super nutritivos! Vamos lá, anime-se! As medidas e o procedimento estão no quadro abaixo, tirado do blog do Shimura.

formula levain

O resultado do primeiro da fermentação pode ser visto abaixo:

levain primeiro dia de fermentação 22fev2013

O pão

Vinte dias depois, estava pronto o tão esperado fermento ou levain. É chegada a hora de fazer o primeiro pão! Quanta ansiedade! Saí em busca de uma receita e achei uma que, pela simplicidade, me cativou. Mangas arregaçadas, vamos lá:

100g de levain

350g de farinha de trigo

200ml de água

6g de sal (é tipo ½ colherinha de chá)

Como eu tenho uma balança digital, foi fácil medir tudo – principalmente o sal. Mas um daqueles copos medidores graduados de plástico dá conta do recado muito bem para as medidas maiores (aliás, durante o preparo do levain eu só usei o copo de plástico, pq ainda não tinha comprado a balança). Segundo o Shimura, é importante balancear bem o sal pois ele é o responsável por controlar a fermentação. Se colocar sal demais, seu pão vai solar, porque o fermento não vai crescer. Por isso, cuidado ao medir o sal e se não tiver balança, prefira errar para menos do que para mais. Nada de medir a colher meio cheia, sacomé?

Sovei tudo por 20 minutos, me achando uma heroína. Sim, é bastante tempo, mas vc pode aproveitar pra colocar a musculação em dia – oras, afinal é muito melhor que pagar uma nota na academia! Ahahaha No meu caso, achei que é um ótimo complemento às pedaladas diárias, que exercitam mais as pernas. Troquei de mão a cada 5 minutos, para balancear o exercício. Aproveitei também para meditar e achei que foi perfeita a combinação: os movimentos ritmados ajudam a liberar a mente.

Feito isso, cobri a massa com um pano e fui dormir. Acordei  9 horas depois e fui ver como estava o pão. Bem… na verdade tinha crescido menos do que eu esperava… mas continuei mesmo assim. Sovei mais um minutinho e coloquei numa forma enfarinhada, para o segundo crescimento. Ficou lá cerca de 1h30 e cresceu pouquinho, mas a minha ansiedade estava muito grande e por isso resolvi assar como estava. Fiz um corte na superfície do pão e toquei a forma pra dentro do forno. Assou por cerca de 40minutos, crescendo e formando uma bela casca bem corada. Não via a hora de experimentar! Com o pão ainda quente, resolvi cortar. Eu sei que não se deve fazer isso com pães, mas não resisti e, claro, me arrependi. A massa ainda precisava daquele tempinho de descanso, enquanto termina de cozinhar fora do forno, apenas pelo seu próprio calor acumulado. Por isso, o miolo ficou um pouco empapado. Mas a casca estava simplesmente incrível! Super crocante, parecendo mesmo com pão italiano! Apesar disso, um pouco decepcionada, deixei o pão quieto e fui fazer outras coisas.

Algum tempo depois, bateu aquela fominha e resolvi dar mais uma atacada no pão. Dessa vez, me surpreendi. O pão, agora frio, tinha evoluído para melhor. A massa mais aerada, aquele sabor azedinho de pão italiano e a casca crocante! Huuuummm De-lí-cia! Ainda acho que ficou um pouco massudo, por conta de ter crescido pouco, mas todo o resto estava muito bom. Agora estou testando a mesma receita, com o dobro do fermento. Quando estiver pronta, volto pra contar se ficou bom.

Vejam as fotos do meu primeiro Pão au levain:

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Até que, no forno, ele cresceu um bocado… Dá pra ver pela abertura do corte, na foto acima.

paoaulevain16mar13 - defeito

Já na foto acima, é possível observar como o crescimento estava falho, uma vez que o pão estourou por baixo, o que indica que a casca ficou dura antes que o pão pudesse crescer totalmente, impedindo a correta evoluçao do cozimento.

paoaulevain16mar13 - fatia

Aqui, por fim, vemos o pão cortado. Dá pra perceber que ficou massudo, o correto seria ter cavidades maiores, indicando a liberação dos gases da fermentação. Mas ficou uma delícia mesmo assim! Bem italianinho mesmo huuummmm

Pão sírio, hommus, babaganuche e um Feliz Ano Novo vegano pra vc também!

Eu não sou vegana nem vegetariana, tanto é que quem já visitou meu blog já viu receitas com carne, ovos e leite por aqui. Mas tenho uma parte da família que é vegetariana – acredito que meu vô Brito tenha sido o precursor dessa tendência da família, sendo seguido por filhas, netos e bisnetos nessa decisão. Como eu fui criada na casa deste meu avô, até meus 17 anos nunca comi carne dentro de casa. Por isso, aprendi a apreciar todo tipo de legumes, verduras e pratos que os carnívoros consideram exóticos. Quando eu era criança, ficava muito feliz quando havia cachorro quente com salsicha vegetal na minha lancheira – e mais feliz ainda porque esse era um lanche que eu não precisava dividir com ninguém, já que as outras crianças ficavam com “nojinho” da iguaria. Tontos, não sabiam o q estavam perdendo, era uma delícia heheheh

(Um detalhe importante: eu fiz esse post no dia 30 de dezembro de 2012 e acabei enrolando pra subir pro blog. Por isso, estou desejando o feliz ano novo meio atrasadinho… mas, e daí, dizem que o ano começa mesmo é depois do carnaval, né messs? Hehehe Então, segue aí:)

Esse fim de ano vou passar o réveillon com a parte da família que é vegetariana, incluindo aí um primo vegano. Fui incumbida de fazer uns patês para a entrada – e a primeira coisa que me veio à cabeça foram os tais hommus e babaganuche, que são veganíssimos e deliciosos. Desculpe o primo se essa não foi uma escolha lá muito criativa, talvez seja um pouco óbvio servir hommus para um vegano… mas não resisti, acho que meu sangue mouro (da parte do meu outro avô, Gazi, paterno) falou mais alto. Para acompanhar, obviamente, tem que ter uns pães sírios. Aproveitei que agora tenho máquina de pão e me aventurei numa receita nova, que repasso a vocês agora.

A propósito: a premissa do vegano é sua luta por um mundo sem crueldade, a começar emblematicamente pelos animais, nossos companheiros mais frágeis e subjugados. Um lindo valor pra refletir e tentar botar em prática no novo ano que se anuncia, não? Confesso que já refleti muito e muito sobre isso, mas nunca consegui mergulhar de cabeça na causa do vegetarianismo, que dirá do veganismo. Por que será? É um bom questionamento… bora refletir juntos?

pães sírios2

Enquanto isso, façamos a receita do pão:

1 1/8 xícara (270 ml) de água morninha

1 colher de chá de sal

1 ½ colher de chá de açúcar

1 colher de sopa de azeite

3 xícaras de farinha de trigo

1 ½ colher de chá de fermento biológico seco

Coloque os ingredientes, na ordem acima, dentro da máquina. Programe para o ciclo “massa” segundo as instruções da panificadora. Quando a máquina finalizar o ciclo, retire a massa e divida-a em 8 bolas de tamanho igual. Em superfície enfarinhada, abra cada uma das bolas em círculos com ½ cm de espessura. Deixe crescer, bem enfarinhados, até dobrarem de volume. Pré-aqueça o forno e leve os pães a assar diretamente sobre grelhas (eu usei uns descansos de panela, em inox). Você precisa ficar de olho, porque eles ficam prontos muito rápido – é o tempo de estufarem, cerca de 10-12 minutos. Os meus, da foto acima, passaram um pouco do ponto, o certo é ficarem um pouco mais claros que isso, pra que fiquem mais macios.

Babaganuche

Babaganuche é muito fácil de fazer. Vc pega umas 2 berinjelas e leva ao forno em um tabuleiro levemente untado com azeite, inteiras, com casca e tudo. Deixa lá assando até a casca ficar bem pretinha. Dê umas viradas, pra que a casca toste por igual. Tire do forno, deixe amornar e abra as berinjelas, que já estarão praticamente um babaganuche – agora é só colocar no processador (só a polpa, retire com uma colher) com 1 dente de alho, 1 colher de sopa de tahine, umas gotinhas de limão, azeite extravirgem e sal a gosto, batendo um rapidamente. Sirva geladinho, acompanhando os pães sírios.

Hommus

Mais fácil ainda. Bem, pelo menos do jeito que eu faço! É assim: Pegue uma caixinha de grão de bico cozido (hoje em dia já tem, assim como milho e ervilha, o grão de bico na caixinha já cozido, bem prático) e bata no liquidificador, com um pouco da água da conserva e mais um ou dois dentes de alho e azeite extravirgem. Quando eu estou com paciência, antes de bater eu descasco o grão de bico um por um. Dá uma meia horinha a mais de trabalho, mas a textura da pasta, bem mais macia, compensa. Sirva com pão sírio.

Outra coisa boa de servir com pão sírio é a coalhada seca – cuja receita já postei no blog, veja aqui: https://patpatisserie.wordpress.com/2012/01/30/receita-3-em-1-iogurte-coalhada-seca-e-buttermilk/.

Em tempo: descobri recentemente o Habib Ali, um restaurante libanês aqui no centro de SP (Av. Rio Branco 443) que tem um babaganuche que é de comer rezando. Ma-ra-vi-lho-so. Apesar de servir pratos com carne, o restaurante/lanchonete também tem opções totalmente veggies como falafel e tabule, por isso é muito frequentado por veganos, #ficadica

Segue um vídeo pra dar uma ideia do lugar – é bem rústico, mas não se engane pela aparência, o babaganuche deles, entre outras delícias, é um dos melhores que já comi NA VIDA.

Salmão, sálvia e molho de cebola roxa

Continuo completamente sem tempo de cozinhar e de postar aqui, mas hj fiz um salmão que ficou tão bom, mas tão bom que precisa ser compartilhado – acreditem, é para felicidade geral da nação. A receita foi inspirada por esta aqui, mas fiz algumas alterações absolutamente cruciais. Preciso dizer que a concepção do projeto foi minha, mas a execução, com toques criativos, foi do Medina. O resultado final ficou sensacional. Sem mais delongas, segue:

Para o salmão:

500g de filé de salmão

1 limão

1 macinho de sálvia

Sal a gosto

Coloque o salmão sobre uma folha de papel alumínio (suficiente para embrulhá-lo), tempere com sal e o sumo de ½ limão. Coloque as folhas de sálvia inteiras por cima e cubra com rodelas finíssimas do limão restante. Feche o alumínio como um envelope e leve ao forno por cerca de 40 minutos.

Para o molho:

40g de manteiga

1 cebola roxa

5 ameixas pretas

Alcaparras a gosto

Shoyu a gosto

Corte a cebola ao meio e fatie finamente. Refogue-as cebolas  na manteiga, no fogo bem baixo, até murcharem. Junte o restante dos ingredientes e abafe por alguns minutos, sempre em fogo baixo, cuidando para não secar nem queimar.

Sirva o molho junto ao peixe. Arroz thai cozido só com sal pode ser um excelente acompanhamento.

Macarrão ao molho de espinafre

Ando muito, muito sem tempo de postar por aqui – e até de cozinhar! Mas hj vou passar pra vcs uma receita que fiz na semana passada, especial para atletas! ehehe Vou explicar: estava me preparando para a minha primeira cicloviagem de verdade. Fui pra Santos de Bike! Como são muitas horas de pedalada, no dia anterior é recomendado comer bastante carboidrato, por isso fiz essa massa, que ficou uma delícia. Quem não vai “descer” pra Santos de bike também pode comer, só não precisa mandar meia travessa de macarronada de uma vez só, né? ehehehe

Seguea receita da gostosura:

1/2 pacote de penne ou fusilli cozido al dente

1 maço de espinafre

1/2 caixinha de creme de leite (100ml)

4 colheres de leite em pó

1 cubo de caldo de galinha

1 colher de sopa de manteiga

2 colheres de sopa de maizena

100 g de queijo parmesão

100 g de queijo mussarela picadinho

Sal a gosto

Coloque as folhas de espinafre em 2 xícaras de água fervendo, tampe e aguarde por um prazo de 2 minutos. Desligue e deixe amornar. Coloque no liquidificador o espinafre com toda sua água, o leite em pó, a maizena, o cubo de caldo de galinha e a manteiga e bata por 2 ou 3 minutos. Despeje em uma panela e cozinhe sempre mexendo, até que o molho fique consistente, bem cremoso. Prove o sal e corrija se necessário. Desligue o fogo e misture o  creme de leite.  Coloque o macarrão num refratário, despeje o molho, disponha os queijos por cima e leve ao forno só para gratinar.

Depois é só pedalar até Santos! Uhu!!

 

 

Bolo de cenoura e aveia

Essa é a adaptação de uma receita da minha prima (e madrinha) Made. Uma frustração minha na cozinha era não conseguir fazer bolo de cenoura, aquele clássico, com cobertura de chocolate. Ficava sempre solado, uma tristeza. Até que a Made me passou a receita dela. Ah, que alegria, finalmente os bolos de cenoura saíam fofos, lindos, saborosos. E fiquei tão confiante com a receita que hoje resolvi inovar. Adaptei para que ficasse ainda mais nutritiva, com açúcar demerara no lugar do branco e substituindo uma parte da farinha por aveia. O resultado ficou ótimo: lindo, fofo e saboroso. :)

Ah, uma curiosidade: sabia que esse bolo de cenoura amarelinho q a gente tá acostumado a comer é uma invenção brasileira? Em outros países não se faz assim e os bolos de cenoura são bem diferentes. Muito gostosos, mas bem diferentes. Eu faço uma receita de bolo de cenoura inglês que é um espetáculo, qualquer dia eu coloco aqui.

3 ovos

3 cenouras médias

2 xícaras de açúcar demerara

1 xícara de óleo (eu uso da marca Leve, que não usa soja transgênica)

1/2 xícara de aveia

1 pitada de cardamomo em pó (opcional)

1 1/2 xícara de farinha

1 colher de sopa de fermento em pó

Bata no liquidificador os ovos, o açúcar, a cenoura (descascada e cortada em rodelas), o óleo e a aveia. Bata muito bem até que fique completamente homogêneo. Despeje numa vasilha e misture delicadamente a farinha e o fermento. Coloque em uma forma untada e enfarinhada (eu usei uma redonda de 25cm de diâmetro) e asse em forno pré-aquecido. Enquanto assa, faça a calda.

1/2 lata de leite condensado

1 colher de sobremesa de chocolate em pó

1 colher de sobremesa rasa de margarina

1/2 caixinha de creme de leite

Numa panela, leve ao fogo baixo todos os ingredientes menos o creme de leite. Mexa até dar ponto de brigadeiro. Desligue e incorpore imediatamente o creme de leite. Coloque sobre o bolo ainda quente.

PS. Essa calda eu fiz pq tinha meia lata de leite condensado dando sopa na geladeira, mas normalmente eu faço outra calda para o bolo de cenoura. É assim: leve ao fogo baixo 1 colher de chocolate em pó, 1 colher cheia de margarina, 4 colheres de açúcar, 1 colher de mel (quando não tenho mel coloco leite). Mexa até ficar com cara de calda e jogue sobre o bolo ainda quente. Atualização: olha, na verdade essa calda é super free-style. Dependendo do dia, do que tenho na despensa, faço de um jeito. Cada dia sai diferente, com mais açúcar, menos açúcar, mais margarina ou  menos, leite no lugar do mel, enfim… Mas SEMPRE dá certo rsrsrsr